Juíza da 4ª Vara Empresarial mantém trava do empréstimo DIP e exige conclusão da auditoria
Sexta-feira, 21/08/2026 - 17:41
Atenção, Vascaínos! @AVascainos
JOGO DURO!
JUSTIÇA MANTÉM TRAVA SOBRE DIP!

A 4ª Vara Empresarial do Rio manteve a exigência de um relatório sumário da auditoria independente antes de analisar o novo financiamento DIP de R$ 150 milhões solicitado pelo Vasco.

Entre os principais questionamentos da decisão estão:
Projeções financeiras: em julho, o Vasco obteve um DIP de R$ 40 milhões alegando risco de falta de caixa, mas encerrou o mês com cerca de R$ 15 milhões de superávit.
Investimentos: quase R$ 90 milhões estão previstos para agosto e setembro. Segundo a decisão, 84% da necessidade emergencial apresentada estaria ligada a investimentos considerados atípicos.
Processo de venda da SAF: a Justiça demonstra preocupação porque o grupo responsável pelos financiamentos também apresentou proposta para adquirir participação na Vasco SAF. A dívida com o stalking horse poderia chegar a aproximadamente R$ 270 milhões, afetando a competitividade da venda.
Prestação de contas: a magistrada pede explicações sobre pagamentos em duplicidade ou triplicidade a escritórios de advocacia relacionados ao DIP anterior. A decisão não afirma que houve irregularidade ou ilegalidade.
Prazo de 48 horas: Administrador Judicial, watchdog e gatekeeper deverão prestar esclarecimentos.

Situação atual: o DIP de R$ 150 milhões não foi rejeitado, mas permanece sem autorização da primeira instância até que as exigências sejam atendidas. O Vasco também tenta reverter a situação no Tribunal, em recurso sob relatoria do desembargador Cesar Cury.



Fonte: X Atenção Vascaínos


Justiça mantém trava no empréstimo de R$ 150 milhões pedido pelo Vasco

A Justiça do Rio de Janeiro manteve, nesta sexta-feira, a decisão que impede, por enquanto, a liberação do empréstimo de R$ 150 milhões solicitado pelo Vasco. A juíza Simone Gastesi Chevrand entendeu que ainda é necessário um relatório de auditoria antes de autorizar o novo financiamento DIP.

O Vasco havia apresentado recurso contra a decisão que condicionou a análise do empréstimo à apresentação do relatório. No entanto, a magistrada manteve a determinação e afirmou que existem pontos contábeis que precisam ser esclarecidos antes da autorização de um novo endividamento.



Um dos principais pontos levantados na decisão é a diferença entre as projeções financeiras apresentadas anteriormente pelo Vasco e os números utilizados agora para justificar a necessidade do novo empréstimo.

A juíza também questionou a previsão de aproximadamente R$ 70 milhões em investimentos em agosto, além de outros R$ 18,4 milhões em setembro. Segundo a decisão, 84% da dívida emergencial apresentada para justificar o novo financiamento estaria relacionada a investimentos.

Outro ponto de preocupação apresentado pela Justiça é o fato de os recursos já obtidos e agora pretendidos terem origem no mesmo grupo empresarial que apresentou proposta vinculante para adquirir participação na SAF do Vasco.

A decisão aponta que, considerando os empréstimos de R$ 80 milhões, R$ 40 milhões e os R$ 150 milhões agora solicitados, o Vasco poderia acumular uma dívida de R$ 270 milhões com o potencial comprador. Para a magistrada, isso poderia dificultar a concorrência no processo competitivo de venda da SAF.

A juíza também afirmou que é necessário esclarecer por que a Administração Judicial, o watchdog e o gatekeeper não haviam se manifestado sobre os pontos considerados sensíveis. Os três foram intimados a apresentar esclarecimentos em 48 horas.

Com a decisão, o Vasco segue sem a liberação dos R$ 150 milhões neste momento. O dinheiro é considerado importante pela diretoria para reforçar o caixa do clube e financiar compromissos previstos, inclusive investimentos no futebol durante a janela de transferências.

Fonte: ge