Campello, Salgado e ex-dirigentes vascaínos compareceram ao velório de Paulo Angioni
O corpo de Paulo Angioni, ex-diretor de futebol do Fluminense e histórico dirigente do futebol brasileiro, foi velado na manhã deste domingo, em cerimônia realizada nas Laranjeiras. A sede do clube esteve aberta para que amigos, familiares e torcedores fossem se despedir do dirigente. Angioni, tricolor de coração, havia descoberto um câncer no pâncreas recentemente e fazia tratamento desde o início de setembro. O enterro acontece no cemitério do Catumbi.
Um dos momentos mais emocionantes foi o abraço entre Cano e Fernando Diniz, atual treinador do Corinthians e que trabalhou com Angioni em suas duas passagens pelo Fluminense. Ambos choraram muito. Muito emocionado, Diniz fez discurso de dois minutos. Disse que Angioni morreu trabalhando, o chamou de "pai de todo mundo" e o qualificou como um gênio. Foi muito aplaudido.
- Seu Paulo é um cara único, um cara que se colocava na posição de sempre ajudar o outro. Foi um grande pai para todo mundo que cruzou o caminho dele - afirmou Diniz ao deixar o Salão Nobre das Laranjeiras.
Desde cedo vários jogadores do Fluminense e personalidades do futebol e do esporte chegaram às Laranjeiras.
O elenco tricolor esteve em peso na cerimônia. Cano foi o primeiro atleta a chegar. Thiago Silva, Canobbio, Lucho Acosta, Rodrigo Castillo, Renê, Hércules, Nonato, Martinelli, Igor Rabello, Jemmes, Otávio, Marcelo Pitaluga, Vitor Eudes e o técnico Marcão apareceram na sequência. Gegê, massagista com 45 anos de serviços prestados ao clube, ficou próximo ao grupo.
Paulo Henrique Ganso foi o último atleta a chegar e ficou no Salão Nobre do Fluminense até os minutos finais.
O presidente tricolor Mattheus Montenegro e o diretor Mário Bittencourt estavam desde muito cedo na sede. A dupla teve longas conversas e deu demorados abraços em atletas que seguem no Tricolor e em outros que lá não mais estão.
Outros ex-atletas do clube também compareceram, como Keno, Lima, Thiago Santos e Renato Augusto. Os ídolos Ricardo Gomes e Duílio também marcaram presença.
Fred, outro ídolo gigante do clube e treinador do sub-20, não foi às Laranjeiras, mas marcou presença no Cemitério do Catumbi.
Eduardo Barroca e Zé Ricardo, treinadores, também estavam desde os primeiros minutos nas Laranjeiras. O primeiro, que tinha um vínculo muito forte com Paulo Angioni, emocionou-se bastante. Joel Santana, ex-técnico e grande amigo de Angioni, também foi às Laranjeiras para se despedir.
Oswaldo de Oliveira e o preparador de goleiros Flavio Tênius foram outros representantes da categoria dos treinadores.
Os ex-presidentes do Flamengo Kleber Leite e Luiz Augusto Velloso compareceram. Luiz Eduardo Baptista, o Bap, atual presidente rubro-negro, foi à cerimônia vestindo um casaco do Flamengo. Radamés Lattari, presidente da CBV, Rodrigo Caetano e Juan, da CBF, foram outros presentes.
O Vasco, clube pelo qual Paulo Angioni teve longa e marcante passagem, contou com vários representantes na cerimônia. Os ex-presidentes Alexandre Campello e Jorge Salgado, José Luiz Moreira, Paulo Reis e Álvaro Miranda foram alguns deles.
Romário, que trabalhou com Paulo Angioni em Vasco e Flamengo, enviou coroa de flores. Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Palmeiras e outras instituições importantes fizeram o mesmo.
Após orações, o Hino do Fluminense, foi cantado com emoção, e o corpo de Angioni deixou o clube sob aplausos.
A carreira de Angioni
Seu início de carreira foi no começo dos anos 1980, quando deixou o clube Municipal, na Tijuca, para trabalhar no Vasco, onde permaneceu por 14 anos. Ao longo da carreira, passou por alguns dos principais clubes do país, entre eles Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense. Também trabalhou na CBF e foi supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990.
Abre aspas: veja a entrevista com Paulo Angioni
A relação com o Fluminense era especialmente próxima. Tricolor desde a infância, Angioni teve a primeira oportunidade de trabalhar no clube em 2000 e retornou outras vezes até assumir novamente o cargo de executivo de futebol.
Em entrevista ao Abre Aspas do ge em 2023, contou que a convivência com os jogadores era o que mantinha sua motivação.
Formado em psicologia e administração esportiva, Angioni foi um dos primeiros dirigentes a defender a presença de profissionais da área psicológica no futebol.
O dirigente foi multicampeão nos clubes por onde passou, com títulos estaduais, nacionais e internacionais, e fez parte da inédita conquista da Libertadores de 2023 pelo Fluminense, um dos momentos mais marcantes da carreira.
Fonte: ge